quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A Fazenda - O freak show da Record... Cada um tem o show de horrores que merece.

Começou mais uma A fazenda na Record, uma espécie de big brother com gente supostamente famosa, mas que joga na série C das celebridades. O BBB é uma máquina de criar celebridades instantâneas, já A fazenda é um agrupamento de pseudo-celebridades que se encontram no limbo do estrelato e buscam subir da série C para a série B, pelo menos. Olha o elenco com comentários: 

Monique Evans - era show... Há 30 anos atrás...
Andressa Soares (Mulher Melancia) – série D, rumo ao Brasileirinhas (aguardem). Eu aguardo ansioso.
Elisiane Benites (Piu-Piu) – Nunca vi mais gorda.. aliás, é magrinha e linda.
Geisy Arruda – essa mesma, a do vestidinho apertado na UNIBAN... Brasileirinhas e Buttman ainda aguardam também a sua estréia. Sem vaias...
Ana Carolina Dias – Hã.... Não é a cantora da MPB.. é a famosa... quem mesmo? Acho que canta música gospel e de louvor... encontrou o lugar errado para cantar e pregar o evangelho.
Luíza Gottschalk – Já vi fotos... bem gata! E só...
Janaína Jacobina – Nunca ouvi falar, mas vi fotos agora na internet.. é gata também.
Sérgio Mallandro – Para tudo que o mundo está no fim... Vem fazer glu-glu.. Ai meu Deus!
Viola – Nem quando jogava bola eu achava grande coisa...
Eduardo Pelizzari – Esse cara não tava na Globo? putz! Que decadência!
Tico Santa Cruz – Música não dá mais o mesmo dinheiro que antes, né... mudando de ramo? A MPB não sentirá muita falta.
Carlos Carrasco – Hã... Me disseram que é um cara que faz maquiagem e cabelo das estrelas. Da próxima vez, vão mandar o manobrista de celebridades para fazer A fazenda.
Sérgio Abreu – garotão boa pinta famoso por fazer... por ter... por ser.. sei lá.. é famoso (sic)
Daniel Bueno – vi na internet... o cara é compositor e cantor... famoso para caramba, embora desconhecido da imensa maioria do público.
Nany People – Meu Deus.. O que é aquilo que eu vi no "imagens" do Google. É uma mulher mal feita ou um transformista bizarro... sei lá. É alguém famoso (sic) da série C almejando a série B.

Todos apresentam na web um perfil do tipo: ator, modelo, cantor, apresentador, poeta, escritor, físico nuclear, goleiro, cabeleireiro, oftalmologista, malabarista, clínico geral, empresário, motorista, modista, diretor e produtor que estuda novos projetos para 2011... Tenha paciência!

E vai começar mais um freak show, o show de horrores da Record valendo 2 milhões de reais.


domingo, 26 de setembro de 2010

Qual a diferença entre o Eike e o Gates?

Cresci numa geração que era sinônimo de intelectualidade falar mal dos EUA e dizer que tudo que havia lá era imperialista e explorador sem, ao menos, se ter saído do Brasil para ir, no mínimo, ao Paraguai e visto como é o mundo lá fora. O que se dirá de EUA.
Mas o fato é que estive em NY, em 2000, durante um tempo e isso foi tempo suficiente para eu aprender algumas coisas sobre os norte-americanos.  A primeira é que eles têm problemas graves como todo mundo e que conseguiram um patamar de crescimento no mundo porque sabem ver oportunidades onde muitos perdiam tempo discutindo aspectos dialéticos da questão. Perdemos tempo demais com isso. Pecamos por falta de ação e pagamos, hoje, um preço de infraestrutura do tamanho da nossa ineficiência.
E uma das diferenças mais interessantes que percebi é a cabeça de nossos ricos que ganham dinheiro e sonham em mudar para Paris ou Miami para poder dirigir seus carros de luxo em tranqüilidade. Ganham e acumulam riqueza como se fossem viver para sempre em seus castelos cercados por seus seguranças armados. Eike Batista, por exemplo, tem a 8ª fortuna do mundo, segundo a Forbes, aproximadamente, 27 bilhões de dólares, quase uns 50 bilhões de reais e em franco processo de ampliação de patrimônio.  Já Bill Gates, o segundo do mundo, tem uma fortuna de 53 bilhões, mas deixa claro que seus filhos não terão mais do que 1% disso como herança e o resto será doado. Aliás, muita coisa já está sendo doada em vida e o seu dinheiro sustenta centenas de projetos que atendem populações em estado de miséria na África e na Ásia. 
Nos EUA, existe a cultura de se doar dinheiro  (Saiba mais) para universidades, pesquisas, projetos sociais e muitos bilionários vêem isso como uma espécie de investimento, investimento em um mundo melhor para seus filhos e netos. Doar em vida ou deixar como herança para fundações de amparo social é uma prática e basta ver a história americana para constatar.
Nós, tupiniquins, novos ricos, ampliamos nossa riqueza e alimentamos o monstro de nossa ganância e de dentro de nossos castelos só nos deslocamos para nosso heliporto para passar por cima e bem longe da gentalha mulata e pobre que se embola nas “comunidades”.
É lógico. Tudo isso não explica a prosperidade americana, mas ajuda a entender uma parte da coisa toda. Eles possuem um sentimento que nós ainda não temos: o sentimento de coletividade, de nação.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Política: uma conta que não fecha.

A partir dos dados do TSE, pode-se verificar que um deputado gasta em sua campanha (declaradamente) uma média de 508 mil reais (sic). Entretanto, o petista Antônio Pallocci declarou ter  gasto R$ 2.300.000... Mas, enfim, vamos a matemática da coisa com uma valor modesto apresentado pelo TSE, 508 mil reais. 
Um mandato dura 48 meses e, nesse período (contando os subsídios com os encargos aplicáveis), um deputado recebe uns 23 mil reais por mês. O político que investiu aquele valor que aparece no TSE como média (R$ 508.000) ainda tem um certo lucro em seu investimento, mas e aqueles que investiram mais de 1.200.000, como o deputado Palocci, que amargam um prejuízo de mais de um milhão de reais em seu projeto. 
Isso me deixa com pena desses colegas que abnegados e desprendidos dos bens materiais pagam para trabalhar a serviço do povo. Só me resta pedir aos céus que me conceda capacidade de tamanha generosidade e altruísmo.

E que também me faça menos otário.

P.S.: Se eu te propusesse de pegar emprestado 10 mil reais e só te pagar 5 mil daqui a quatro anos, você topava? Não? Pois é, pela matemática das coisas, alguns deputados topam.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quem mentir no currículo, agora, poderá ser preso!


Agora sim, viveremos em um mundo mais sincero, limpo, digno e sem pessoas que façam uso da mentira. Pelo menos nos currículos... Mas espera aí... Mentir já não era tipificado no código penal, artigo 299 - Dos Crimes contra a Fé Pública? Acompanhe a seguinte redação da lei: “Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.” Pena: Reclusão, de 1 a 5 anos (documento público), Reclusão, de 1 a 3 anos (documento particular). Na minha humilde interpretação, o que se descreve acima é o ato de mentir. Certo?
Criamos uma lei que ao condena maus tratos e violência contra a mulher, contra crianças, contra idosos, contra homossexuais, mas espera aí de novo. Isso já não era condenado no código penal e enquadrado como tortura, lesão corporal etc? Ou eu não entendi e, antes da lei, era livre e permitido submeter todas essas categorias à tortura e à violência? Realmente, é por essas e outras que optei por não ser advogado ou jurista, ou algo do gênero. Há uma lógica “exotérica” que vai além da minha consciência de mortal.
Nesse pé, surgirão leis que proíbam se retirem coisas de pessoas sem o seu consentimento. E uma lei que Não admita, sob nenhum pretexto que se tire a vida de uma pessoa, com arma de fogo, cortante, perfurante ou através de outro método. Enfim, mais uma lei para somar a nossa tradição histórica das leis que chovem no molhado, uma tradição secular de nosso congresso e de nosso sistema legal.
Mas, diz aqui uma coisa, e uma lei que puna com prisão político que mente em campanha, seria uma boa né?.. Se bem que iria faltar cadeia.

É..... Tiririca, pior do que está não fica!

P.S.: Será, Tiririca?

Leia a notícia

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Nada de novo sob o céu do humor?

Há muito tempo só assisto às comédias americanas dos canais por assinatura por considerar que vivemos uma entressafra de bons roteiristas e nos EUA, parece-me que brotam em esquinas. Não sei.. pode parecer impressão mesmo, mas tirando Bruno Mazzeo, Fernanda Young e mais alguns desse círculo de redatores, a coisa anda feia por aqui. Zorra total já esgotou a fórmula até como programa de revelação de talentos. Verdade seja dita, há anos está muito ruim. Praça é nossa então, nem se fala. É triste, mas de Casseta e Planeta até Tom Cavalcanti e Pânico na TV, constatamos que a fórmula de fazer rir esgotou. E agora, José?
Bom, numa das minhas viagens de trabalho, tive a oportunidade de, em uma noite de tédio em hotel, zapear daqui e dali e achar na MTV, que eu só achava que apresentava clips e apresentadores estereotipados, alguns programas de humor me fizeram lamentar por não estar no pacote de canais da minha SKY (aliás, nem sei se tem a MTV atualmente na SKY). Bom, o fato é que me surpreendeu a qualidade de humor de alguns rapazes como Marcelo Adnet, Rafel Queiroga e uma galera muito fera. Os caras fazem um humor inteligente que ainda busca encontrar a mão exata da coisa, mas estão no caminho certo. Observação do cotidiano e reprodução de um non sense que me fazem sentir saudade dos tempos de Planeta Diário e mesmo de Monty Python, o grupo inglês que criou maravilhas como A Vida de Brian.
Há um vídeo no You tube em que eles criam uma paródia de funks com as famosas (sic) Gaiola das  Popozudas e criam o Gaiola das Cabeçudas (Vale a pena ver  versos como “Qual a diferença entre Luthero e o Kant? Um é iluminista o outro, protestante..) E a criatividade segue com uma versão acústica dos funks proibidões como Árvore Seca e Atoladinha. Só vendo para crer. Risada garantida e capacidade inventiva à flor da pele.
Ainda há esperança. Aos poucos volto a garimpar a mídia de humor nacional com esperança de vida inteligente aqui dentro.

sábado, 11 de setembro de 2010

As 10 coisas mais constrangedoras

Uma das coisas que mais atraem as pessoas são as listas. Lista dos dez mais elegantes, dos dez mais cafonas, dos dez melhores filmes e dos dez maiores fiascos de Hollywood, os dez mais ricos do mundo, os dez mais bem pagos, os dez mais lindos. Enfim, saber quem são os dez mais sempre foi uma coisa que atraiu as pessoas, mesmo quando os dez mais são menos. Creio que isso esteja na necessidade humana de criar ranking de tudo. Sendo assim, pensei naquilo que ninguém coloca em ranking, mas que infesta o nosso dia-a-dia. Vamos lá... a Lista das 10 coisas mais constrangedoras na convivência humana

1. Conversar com alguém que cospe espuminha e uma das espuminhas vir parar em você. E aí? Limpa ou deixa secar?
2. Entrar no banheiro para fazer um xixi, encontrar tudo cagado. Sair do banheiro e ver que tem uma fila de gente que vai achar que foi você que fez aquela cagança.
3. Comentar com um amigo como é escroto mulher mais velha que se veste como adolescente e 10 minutos depois encontrar com a mãe do amigo que tem 58 anos e se veste como uma menina de 15.
4. Ser pego futucando o nariz (ou coçando o saco);
5. Espirrar e descobrir, no meio do espirro, que você ainda estava com resquícios da gripe e que você não expectorou tudo. Tudo isso na frente de uma multidão que o ouvia falar.
6. Falar sacanagem “das bravas” com a sua namorada no MSN e receber a seguinte: Fulano, a fulana foi está no banho! Assim que ela voltar, vocês continuam. Mãe de fulana.
7. Insistir em cumprimentar alguém que se parece alguém muito conhecido e só perceber que você nunca viu aquela pessoa quando ela chega perto;
8. Presenciar uma briga de casal "lavando roupa suja" (daquelas que fazem arder a nossa cara) sem poder sair de perto.
9. Sair com um casal que fica o tempo todo tentando entrar um dentro da boca do outro na mesa do restaurante ou do bar enquanto você fica sozinho sem saber para que lado olhar. Ah... e todo mundo olha para o seu lado nessas ocasiões.
10. Comprar lubrificante e KY na farmácia e ir para a casa da namorada aproveitando que os pais vão sair e descobrir que o farmacêutico que lhe vendeu era o pai dela que você não conhecia ainda.

Mas a lista é grande... cabe mais de dez.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Quando auxílio social vira algema

"Estou cego, estou cego, repetia com desespero enquanto o ajudavam a sair do carro, e as lágrimas, rompendo, tomaram mais brilhantes os olhos que ele dizia estarem mortos."
SARAMAGO, José. Ensaio sobre a cegueira


Manter programa de auxílio com bolsas em dinheiro sem uma contrapartida social efetiva é criar uma dependência e um tipo de escravidão que interessa a quem? 
Em 1888, a escravidão acabou no Brasil, mas a sociedade se encarregou criar maneiras de substituir esse processo de dominação por outro. Veio o trabalho assalariado que criava um vínculo patrão-empregado altamente interessante para o patrão já que o operário era uma peça que, se trincasse, seria substituída. E a manutenção dessa peça era obrigação da própria “peça” com o que recebia uma vez por mês.
Na era da informação, essa forma se perpetua. Mas como escravizar aquele que não tem salário? Como fazê-lo viver sob meu domínio sem esse vínculo da carteira azul?
Pois é simples, diria Maquiavel (se estivesse aqui e propusesse os métodos aplicados em O príncipe e que lhe permitiram virar adjetivo em português, maquiavélico): Dê ao miserável uma bolsa de 50 reais por mês. O suficiente para não deixá-lo morrer de fome e o necessário para lhe ser grato. No outro mês, faça o mesmo, mas jamais lhe dê ofício que permita gerar esses 50 reais ou mais. Não ofereça a seus filhos escolas dignas que lhes permitam crescer e pensar por conta própria. Dê-lhes o mínimo para que, amanhã, sejam os herdeiros dos 50 reais que pingam, mas não secam. Pronto. Está feito. E toda vez que alguém se levantar contra sua maneira de agir, grite à legião de miseráveis que as vozes que se opõem são as vozes que não sabem a dor de um estômago vazio, são as vozes que querem acabar com aqueles que se preocupam com o povo.
Eis a fórmula pronta que, mesmo ao mais maquiavélico dos líderes, causaria rubor nas faces.
Isso muito me inquieta. A cegueira do próximo me inquieta.

sábado, 4 de setembro de 2010

Mulheres não sabem nada sobre homens.


E a recíproca é verdadeira. Homens não sabem nada sobre mulheres. A diferença é que as mulheres sobem em seus saltos e afirmam que conhecem os homens como a palma da mão. Outro dia, uma colega falou que gostaria de ser uma mosquinha para ouvir o que falamos quando estamos em um grupo só de homens. E insinuou que falamos de mulher o tempo todo... Ledo e eterno engano do sexo feminino. 

Vou contar, mas não devia, um segredo sobre os homens que talvez lhes sirva de pista para invadir a alma masculina: - homens são meninos grandes. Pronto, falei!
Os meus pares devem estar me odiando nesse momento e dizendo: maldito, revelou o segredo da irmandade. Entretanto, confesso que gosto de ser entendido e dar essa pista é uma maneira de ajudar o processo.
Homens, quando se juntam, falam de esporte, carros, computadores, programas de TV, filmes, música, contam piadas nojentas e politicamente incorretas e morrem de rir com histórias que falam de peidos e arrotos. Homens falam, raramente, de mulher, conversam mesmo é sobre futebol (quando gostam do assunto) e se compram um aparelho eletrônico (um celular, uma câmera digital, um computador de mão...) ficam doidos para encontrar um colega para mostrar e brincarem juntos. E quando encontram, brincam e riem como se fossem dois meninos com um carrinho novo.
Homens são fechados. Dificilmente falam de suas preferências íntimas com os amigos e se exageram no relato de suas conquistas são mau vistos pelo colegas. São chamados de “gargantas”...
Mas numa coisa as mulheres estão certas sobre nós: homens são todos iguais.
São meninos que se recusam a crescer, mas que têm brinquedos caros.
Sendo assim... parem de escolher tanto e poupem seu tempo. Somos todos iguais.

Em tempo: Caras mulheres, quem vocês pensam que sonha com o helicóptero de controle remoto de brinquedo da foto? Adivinhem. Tem 39 anos e acabou de escrever esse texto.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Não filosofe sobre a minha alergia!

Quem sofre de alergia respiratória, em épocas de crise, precisa de corticóide e não de conselho. Você acorda com a lora (tadina) vários dias seguidos e acaba tendo que pegar a Neosa (Aldina) que o ajuda a sofrer menos com as dores de cabeça da alergia. Lembro uma vez que mal conseguia respirar e meu médico não estava em minha cidade. Meu peito chiava, eu tossia... Enfim, como sou homem e todo homem é dramático, eu tinha certeza de que iria morrer.  Daquela noite, eu não passava. Sai desesperado em direção ao hospital em busca de uma injeção de Diprospan. Na sala de espera, mal consegui a respirar e a garganta já doía horrores... Chegou minha vez de ser atendido. O médico sonolento olhou para mim e perguntou: tá sentindo alguma coisa?
Tive certeza que ele não tinha acordado de sua soneca no plantão e veio-me à ponta da língua de um alérgico mal humorada a frase: Não, doutor. Nada não. Estava em casa sozinho, precisava conversar com alguém  e pensei “vou acordar um médico só para sacanear o cara” Contive-me.
Relatei em detalhes o meu estado de moribundo e dei sinais bem visíveis de que eu estava mal mesmo e bem irritado. Dei o nome do meu médico (que ele conhecia bem), passei o telefone do médico, ofereci o meu celular para eles conversarem, descrevi o procedimento normal em caso de minhas crises respiratórias e terminei no pedido do Diprospan. Pois não é que o homem me ouviu, levantou da cadeira e me deu uma palestras sobre alergia e os males dos corticóides.  Falou sobre a vida, os amores, o imediatismo humano.. enfim, encheu meu saco durante uns 10 minutos. E nada do que eu pedi.
Meu peito já doía de tanto tossir e o que ganhei foi uma palestra. A crise alérgica chegara a meu saco e ele encheu, levantei e sai sem agradecer, afinal, eu queria uma receita de injeção e não uma palestra meia boca de um monte de coisa que eu já sei há uns 20 anos.
Os médicos deveriam saber que um alérgico com mais de 15 anos de crise sabe mais da alergia dele do que o médico. Salvo se o médico for alérgico também... Mas o fato é que naquela noite acessei meu caderno de telefones e fui salvo por um médico que, sendo alérgico, entedeu meu drama e resolveu meu problema. Sem filosofia, sem discursos, sem demora... injeção de diprospan, sussurava eu enquanto recebia a picada.. bendita injeção.
Não filosofe sobre minha alergia. Vá filosofar no quinto dos infernos!