quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Os nós do bem comum

Como nós somos pessoas boas! Como nossas intenções são nobres. Já viu quando contamos uma história de alguém que se desentendeu com a gente? Nosso tom de voz é sempre sereno, equilibrado, sábio... A voz do outro em um falsete distorcido sempre traz a discórdia. Nós não. O mundo não precisa de anjos, precisa de pessoas como nós. Nossos ideias políticos são um reflexo da consciência social da igualdade, um produto de espíritos elevados que enxergam o coletivo e o bem comum. Os outros não, principalmente, aqueles que discordam de nós, huuum esses são o mal em pessoa e a causa de o mundo estar como está.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Um mundo cada vez mais chatinho, sem graça e sensível


Outro dia, recebi uma postagem de um site de humor na internet que brinca com notícias falsas. Eles diziam que Um casal gay havia sido proibido de adotar um surfista de 22 anos. Obviamente, uma brincadeira, uma piada... No meio de diversos comentários de rs e kkkkk surgem alguns dizendo que não existe graça em se fazer humor com isso, outro, de uma associação que adotam pessoas mais velhas escreveu um manifesto de repúdio. 
Tempos atrás, vi um site em que havia uma piada de português também receber comentários sobre Xenofobia (hã???) e outro que trazia uma piada de caipira, receber críticas pela exaltação do estereótipo que contribui para a perpetuação do preconceito e da exclusão.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Educação é o que mesmo?

Uma vez me perguntaram por que ser professor. Disse, sem titubear, que era porque acredito na Educação. Não só na Educação Pública, mas na Educação Privada, na Educação Familiar, enfim, em qualquer Educação de qualidade e que vise ao bem do indivíduo e ao de seus pares. 
Penso que o estado tem em sua razão de ser a obrigação da oferta de uma Educação Pública de qualidade e isso não passa necessariamente pela meritocracia do dinheiro no fim do mês para quem aprova mais. Isso, definitivamente, não é qualidade, é conveniência estatística que atende muito mais aos interesses dos políticos do que da sociedade como um todo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Racismo, Injúria qualificada ou só algumas piadas de mau gosto.

(Atenção colegas ativistas de plantão, o texto abaixo aborda o aspecto legal da questão do crime de racismo. Entretanto, o autor entende que há outras leituras e que a todos, sem distinção, é considerado o legítimo direito de se sentir ofendido por o que quer que seja.)

Sou professor, não advogado, logo, em razão disso, procurei, na ignorância absoluta do tema em seu aspecto jurídico, ler um pouco antes de escrever sobre isso no meu blogue. De uns tempos para cá, surgiram uns memes em que as pessoas fazem um uso da palavra nego (corruptela de uso popular da palavra negro) em imagens associadas com efeito de humor e não de rotulação ou de forma pejorativa aos negros. O uso dessa palavra é um recurso em português que ocorre com outras palavras, mas falo disso em outra postagem. O assunto é meio longo.

domingo, 2 de agosto de 2015

Meu ideal também seria fazer isso, Mestre Rubem..

Em 1967, Rubem Braga publicou uma crônica chamada “Meu ideal seria escrever” que reflete todo o anseio daquele que quer mudar alguma coisa no mundo. Não se trata de mudar o mundo já que isso é de uma pretensão absurda, uma vez quem nem mesmo conseguimos mudar pequenos maus hábitos de nós mesmo. Mudar algo no mundo é alterar o espírito de certas coisas que, por fim, gerariam uma reação em cadeia mudando o espírito de outras e outras e outras.
Pois eu também tenho como ideal escrever uma história tão engraçada e espirituosa que aquela moça que está lendo da tela do smartphone dentro do ônibus, cansada, estressada, além da idade do viço da juventude e ainda amargando a solidão de um jantar com comida de microondas, esquecesse os amores que se foram, que não deram certo e abrisse um sorriso leve que a libertaria por alguns instantes de um gosto de fel nas memórias.