sábado, 20 de dezembro de 2008

O que faz uma aula ser uma "boa aula"

Uma das perguntas que nos fazemos é porque algumas aulas nos marcam tanto e outras simplesmente caem no famoso: “aquele troço chato que eu não entendi até hoje”. Pois é... Se te disserem que aprender será sempre suave e doce, estão mentindo. Alguns conteúdos são ásperos e amargos, mas precisam ser assimilados. Não tem jeito.
Para facilitar a digestão, algumas dicas deveriam ser repetidas em tom de mantra por todos os professores.
Seja sempre claro, sequencial, relevante... claro, seqüencial, relevante... claro, seqüencial, relevante...
Até sabemos que falar difícil faz o maior sucesso e faz com que alguns professores levem pela vida o rótulo de gênio, pois nunca se entendeu uma vírgula do que ele falava e sob a névoa da “genialidade” vinha sempre a célebre frase: ele é muito bom, mas não sabe passar. Ótimo, um mundo de profissões o espera, mas magistério não, por favor. É como um médico que sabe tudo de câncer, mas não sabe curar. Caiu na mão dele, morreu. Você toparia?
No que toca a sequencialidade, é importante que quem está lá na frente (a princípio e espera-se que sim) saiba mais do que quem está sentado nas carteiras. Para o professor aquele assunto é um mar em que ele navega para o lado que quer e nunca se perde, mas para o aluno não. Ele precisa de um roteiro: de onde eu saio, como caminho, por onde vou, aonde chego. Falar aleatoriamente ao estilo socrático na sala como se fosse uma ágora é perda de tempo. O aluno precisa que um conhecimento funcione de forma progressiva e seqüencial. Depois, tudo bem, pode viajar, mas agora não.
E, por fim, a relevância. Quando dominamos um assunto queremos falar de tudo sobre aquilo, mas quem está do outro lado está preparado para ouvir tudo que queremos falar sobre aquilo? Antes de entrar na sala se pergunte: o que eu quero que o meu aluno saiba e por quê? Seja realista e saiba que 60% do conteúdo que você passar irá se perder em 72 horas na cabeça dos alunos. Seja altamente relevante...
Isso é só o começo da conversa... mas para começar já está bem bom.
Há um outro mantra: bem humorado, exemplifique, seja leve... mas isso é para outro papo.
Por enquanto...
Repitam comigo: claro, sequencial, relevante... claro, sequencial, relevante...
Costuma funcionar...
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