segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Educação é o que mesmo?

Uma vez me perguntaram por que ser professor. Disse, sem titubear, que era porque acredito na Educação. Não só na Educação Pública, mas na Educação Privada, na Educação Familiar, enfim, em qualquer Educação de qualidade e que vise ao bem do indivíduo e ao de seus pares. 
Penso que o estado tem em sua razão de ser a obrigação da oferta de uma Educação Pública de qualidade e isso não passa necessariamente pela meritocracia do dinheiro no fim do mês para quem aprova mais. Isso, definitivamente, não é qualidade, é conveniência estatística que atende muito mais aos interesses dos políticos do que da sociedade como um todo.
Penso que Educação de qualidade é aquela que oferece sistema integral de ensino e preparação para o indivíduo ser um ser agente e modificador da sua sociedade. Como? Formando profissionais (Sim. Acredito que ensino médio deve ser de alguma forma direcionador para o exercício de uma profissão ou melhor, que já forme o profissional para o exercício alguma atividade produtiva ao seu término. Sai muito caro para a sociedade passar 3 anos preparando pessoas para marcarem cruzinhas em processos seletivos para as faculdades).
Acredito na Educação como libertadora. Aquela que faz pensar, sobre tudo pensar e respeitar o pensamento dos que não coadunam com o nosso modo de ver. Não acredito naquela fórmula que faz pequenos esquerdistazinhos ou direitistazinhos cuja a intolerância marca suas posições. Deposito minhas esperanças naquela que faz pessoas serem capazes de apreciar as ideias seja de onde venham, que tirem o máximo proveito do que elas têm de bom e rejeitem o que trazem de ruim. Afinal, todas as ideologias têm algo de bom e algo de ruim. Nossas crenças não são pacotes fechados. Podemos nos servir e montar nosso próprio prato de maneiras de pensar.
Creio na Educação sem polarizações de o que é bem e o que é mal, fulano é do bem, beltrano é do mal. Isso simplifica o problema e emburrece a discussão. Só interessa a quem pretende impor suas ideias pela coerção.
Hoje, 22 anos depois de entrar em uma sala de aula como professor, continuo acreditando na Educação como único meio da evolução do homem, ainda que o tenha visto nesses anos tenha sido algo que destoe sensivelmente dessa ideia que acho ser a mais razoável de se entender a progressão do espírito humano.
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