sexta-feira, 8 de julho de 2016

A "celebridade" e a intolerância

"Ergo hypocisis sempre est peccatum mortale."
São Tomas de Aquino

Tempos atrás, houve um assunto nas redes sociais que causou grande “comoção” (Se bem que rede social é reduto de todo tipo de comoção ocasional: as pessoas ficam comovidas, engajadas, postam hashtags, mas em menos de duas semanas retomam sua indiferença e alienação) e não deveria ser levada em conta como referência para nada.
Mas o fato é que o ator Alexandre Frota foi recebido pelo ministro da educação (dia 25 de maio) para apresentar um projeto de escola sem partido.
Pessoalmente, não acho que seja algo a ser levado a sério por não ser exequível e também acho que o referido ator não tenha um histórico na educação para propor algo de relevância para a pasta. ENTRETANTO, eu penso que como cidadão, ele tem o direito inalienável de ser ouvido e, nessa hora, o que penso, não pode, não deve e não vai interferir em sua condição de cidadão e no seu direito de propor coisas que ele considera positivas para a sociedade em que vive.[ponto final]

Todavia, o que eu vi foi uma multidão de pessoas que pregam a tolerância, a igualdade, o direito a voz em suas ideologias levemente defasadas com relação à realidade e desconfortavelmente pueris em seus princípios, atirando pesado e achando um absurdo que ele fosse ouvido pelo ministro. Automaticamente, o cara, por ter sido ator pornô, por não ser um ator de primeira linha das artes cênicas nacional, por defender uma ideia de que eles discordam se torna alguém desprovido de qualquer direito a ser ouvido, uma espécie de sub-cidadania. Ser ouvido não é ser acatado. É ser ouvido. Só…
E caem as máscaras. A dolorosa verdade é que por trás de muitos idealistas, existem tiranos vorazes que gritam pelo direito de falar, mas trabalham pelo dever messiânico de calar quem lhes destoa em voz e crenças.
Concordo com Pondé quando diz que a ideia de oprimidos e opressores é a maior picaretagem ideológica dos últimos 200 anos e que um dia riremos disso como hoje rimos do antigo hábito dos egípcios de ler o futuro em vísceras de animais. Oprimir não é uma função, um cargo que é atribuído a uma pessoa ou classe, oprimir é uma oportunidade que mesmo os amantes da liberdade e democracia, não perdem quando lhes vem às mãos.

Muitas vezes emitindo ideias tortas e discordantes com o próprio discurso libertário.

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