quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A cômoda poltrona da “vítima”, a inversão dos papéis

Vivemos em uma triste e esquizofrênica era em que ser vítima é o sonho inconsciente de muitos que, enquadrados em uma minoria (sic) podem invocar para si direitos de proteção do estado e legitimação de qualquer asneira que ele fizer. Trabalhei com um cara, certa vez, que fazia muita besteira no ambiente de trabalho e toda vez que o acuavam ele disparava: fazem isso porque eu sou X.
Não vou dizer qual é o X para não dizer que só estou escrevendo isso só porque é a respeito de um X. Se fosse um Y, não falava… A propósito, ele não era negro nem gay.
Ser vítima nos enquadra, hoje, em um privilegiado grupo de beneficiados pelas políticas do estado e ao mesmo tempo nos isenta de tudo. Se o cara dá um tiro em uma pessoa para roubar seu relógio, temos a vítima roubada, mas sempre alguém grita que mais vítima ainda era o bandido que foi excluído das oportunidades em uma sociedade capitalista.
Sinto o momento em que os assaltados irão a juri popular e serão condenados a pagar indenização ao bandido porque ele pertence a uma minoria e, como excluído da sociedade, não teve oportunidade. Se ele lhe roubou e o aleijou com um tiro na coluna, pense no que a sociedade fez com ele e com sua vida, com sua família... muito pior.
O juiz bate o martelo e você, perplexo sentado em uma cadeira de rodas, o indeniza o bandido para o resto da vida como co-autor da destruição da vida do pobre meliante.
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