segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A lógica obscura e perversa do "idealismo"

Em uma sociedade capitalista, quando um não trabalha e come e se veste é porque outro está trabalhando por dois para ele comer e se vestir. Quando o camarada abandona seu posto produtivo (se é que ele o tem) e parte para a rua a fim de quebrar coisas que lhe estão pela frente, confrontar polícia, usar bombas e rojões, alguma coisa o motiva além de um idealismo que, no fundo é conversa mole para boi dormir. No final desse arco-íris, temos sempre o mesmo pote de ouro, dinheiro e poder. Não necessariamente nessa ordem.

Rojões custam dinheiro, gasolina de coquetel molotov custa dinheiro, ônibus e outros transportes para levar manifestantes ao local custam dinheiro, faixas de protestos custam dinheiro, camisas de protestos custam dinheiro, bandeiras de grupos custam dinheiro, advogados para conseguir habeas corpus para manifestantes custam dinheiro (até uma "eventual" ajuda $$$ de custo pesa nessa nessa conta também)… Dinheiro que, dentro de uma lógica muito estranha não é dado por ninguém, não surge de lugar nenhum e se você disser que alguém deve ter "colaborado", você é declarado direitista, inimigo do povo e de sua luta. Precisamos rever o conceito de povo urgente... No caso do repórter cinematográfico da Band, o custo da cagada que foi feita veio de um dinheiro que um pé rapado auxiliar de serviços gerais que tacou um rojão tinha para bancar de seu próprio bolso a mudança por um mundo melhor (sic). Ah.. entendi...
Depois de junho de 2013, o “ativismo” no Brasil já se tornou uma 2a profissão (às vezes, até primeira mesmo) de muitas pessoas que, de alguma forma, obtém algum tipo de benefício dessa atividade. O discurso de lutar por um país melhor feito por uma dezena de "caras cobertas", um mundo de paz, igualdade e justiça é ingênuo e só faria sentido para quem tem menos de 6 anos de idade. Acima disso, chega a ser patético. Aquele caras querem tudo menos isso... Até porque não é assim que se luta, não é assim que se consegue alguma coisa.
O fato é que alguém, não sei quem, não sei de onde, não sei como, está pagando esta conta está. E, sem medo de errar, alguém está lucrando (ou vai lucrar) muito com o resultado disso.


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