segunda-feira, 21 de julho de 2014

Bem no meio do seu...

Outro dia, eu passava pela porta dos Correios de minha cidade e ouvi duas senhoras de uma certa idade (mais de 65, elas tinham com certeza) conversarem. Eu ia subindo a ladeira logo atrás delas enquanto a mais exaltada contava uma história que não entendi direito, mas ouvia aos pedaços. Só peguei a parte em que ela dizia: - Aí, eu disse a ela, quer bem, não quer vai tomar bem no meio do seu c*!
Fiquei com aquilo na cabeça. Quem despertava tamanha ira naquela senhora que deveria ir tomar bem no meio do seu c*.
A preocupação de não só xingar, mas de dar o local exato era visível. Não era somente no c*, mas era BEM no meio e tamanha proeza talvez necessitasse de alguém especializado em metrologia, alguém com um GPS talvez, um instrumento de medição ou, pelo menos, as coordenadas exatas de onde ficaria isso. Afinal, quem recebe uma ordem dessa fica abalado por sua precisão que, de certa forma, reflete grande raiva. 
Se o cara é militar de corpo e alma e essa ordem vem de um general é aquela história: missão dada, missão cumprida. Lá vai ele com GPS na mão rumo ao desconhecido (ou nem tanto).
O fato é que eu uma expressão ofensiva ganhou um BEM que intensificou o ato de ir e um adjunto adverbial para intensificar outro, no meio. Foi muito ira numa sintaxe tão curta. 
Apressei o passo enquanto pensava... Ela não aceita nem nas proximidades na ofensa, quer exatidão. Que perfeccionismo!

Obs.: Pra que a gente escreve "no c*" e não coloca a vogal? Aha! É para deixar vocês com a pulga atrás da orelha pensando: mas que diabos é esse c*... Viram a esperteza de quem escreve. Se depender de mim, vão morrer sem saber o que vem depois desse c*... #santahipocrisia

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