sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Eu, o monstro - Bom dia!

Eu, aos 42 anos, me assumo como uma anomalia social, uma violação acintosa do senso comum, enfim, uma aberração. Isso custou a ser aceito por mim. O fato é que não consigo compactuar com certas coisas que parecem ser normais, daí, eu ser essa criatura bizarra. 
Bom, vamos lá. Acordo cedo e de excelente humor sempre. Durmo pouco (5 a 6 horas noite) e, sinceramente, detesto dormir muito. Gosto de segundas-feiras, não gosto é de domingo. Acho chato para caramba. 
Não gosto de férias prolongadas, prefiro 10 folgas de 3 dias a uma de 40. Lugar bom para mim é com pouca gente. Muita gente, muito barulho... Definitivamente, não gosto. Isso me cansa e me irrita. Não vou a festas e bebo porque acho que se a festa é legal, eu não preciso me drogar para curtir (ou suportar). Pela lógica, a gente deveria se drogar para suportar fila de banco e repartição pública, mas não coisas que são para serem legais.
Não acho que trabalho seja algo que me pese, algo como uma punição por não ser rico. Gosto bastante de trabalhar e acho que é uma maneira interessante de preencher a existência. Odeio ficar à toa 100% e, no fundo, admiro as pessoas que conseguem essa proeza de não fazerem e não servirem para absolutamente nada.
Não penso que eu deva reagir ou dar troco a uma injustiça ou a uma ofensa dirigida a mim. Acredito ser uma perda de tempo e um desgaste de energia desnecessário. Pouquíssimas (e raríssimas) coisas nessa vida, realmente, valem a pena e essa não é uma delas. Não levo desaforo para casa... pra casa não levo mesmo. Ignoro e nem fico pensando no que deveria ter dito e não disse. Quando uma coisa me aborrece nesse nível, não deixo que ela desça da cabeça para o coração e só permito que fique alguns minutos na cabeça. Eu a proíbo de ocupar meus pensamentos. 
Não penso que filhos me limitaram a minha vida. Pelo contrário, eles ampliaram as minhas razões de ficar por aqui. Filhos não são pesos, são razões que me justificam e me fazem tolerar coisas que sem eles eu não faria e, por obviedade, não aprenderia na tolerância.
Não acho que as pessoas devam gostar de mim como eu sou, acho que as pessoas podem ter o direito inalienável de não gostar de mim. Isso é natural. E, acho completamente imbecil a frase: "eu sou assim, quando gosto, gosto, quando não gosto, não gosto." Mas tenho certeza de que as pessoas não sabem o quanto são óbvias essas palavras quando pronunciam essa sandice.

Muito prazer e um bom dia desse anormal que lhe escreve.
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