sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Realmente, de verdade mesmo...

Realmente, os números não mentem. Quem mente são as pessoas que usam os números para se beneficiar de alguma forma dos resultados que se podem extrair deles. 
Olho com receio todas as pesquisas e tento entender como, onde e qual foi o fluxo de coleta da amostragem e metodologia. Parece complicado, não é? Mas até que não.
Por exemplo, vejo uma pesquisa sobre o extermínio de ovelhas em uma determinada fazenda. Um lobo invade durante a noite e ataca matando sempre algumas. Nessa mesma fazenda, existe 1 cabra para cada 7 ovelhas que ficam no mesmo espaço. O número de cabras mortas é uma ou duas por semana no máximo enquanto o de velhas pode chegar a 7 a 14.
Aí, algumas pessoas argumentam que existe uma forte ação contra as ovelhas que são chacinadas aos olhos de todos e ninguém toma nenhuma providência. Precisamos, então, de leis e recursos financeiros para criar políticas que defendam os direitos das ovelhas. Precisamos de uma política de segurança reforçada para todas as ovelhas filhas e netas e bisnetas das ovelhas vítimas de violência para que se faça um resgate de uma injustiça histórica contra as ovelhas. As ovelhas estão em estado de vulnerabilidade.
Mas espera aí, em um ambiente onde há uma relação de 1 para 7, o lobo entra no cercado e encontra 800 animais sendo que são 700 são ovelhas e 100 são cabras, qualquer ataque vai vitimar mais as ovelhas do que as cabras. Inclusive se explodirmos uma bomba no meio dos animais dispersos de forma irregular ainda assim teremos, em termos de probabilidade, maiores baixas entre o maior número e não entre o menor. Não se trata de implicância da bomba que resolveu matar só ovelhas. Então, se ambas as espécies sofrem o mesmo risco porque se cria um processo de vitimização das ovelhas. Nesse caso, ovelhas e cabras são vitimas do mesmo descaso e expostas ao mesmo risco o que difere as situações é um fator proporcional.

A solução não seria elevar a segurança do local e tentar capturar o lobo e proteger ovelhas e cabras?  Não seria uma política para garantir igualde de direitos tanto as ovelhas quanto as cabras, pois ambas se encontram nas mesmas condições de risco? Criando políticas para as ovelhas não se resolve o problema das cabras que também são vítimas, estão em estado de vulnerabilidade e ainda se cria uma segregação institucionalizada que fere o princípio de tratamento de igualdade garantido pelo estado independente de cor, credo, gênero ou, no caso, espécie (essa última é por minha conta).

Criando-se uma política somente para as ovelhas mesmo com as cabras em igualdade de risco, perpetua-se a desigualdade e o sectarismo social. Além disso, cria-se uma tênue linha entre a vítima e o oportunista, cada dia mais difícil de se identificar.

Esse é o tipo do texto que tende a ser mal lido, mal entendido e mal comentado. Mas arrisquei postar... 


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