segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Filosofia popular pela metade... Daí...

Alguns autores de linguística dizem que não existe o texto incoerente, nós é que não conseguimos ancorar a compreensão no plano em que o enunciado se origina.
Sei não...
Não que eu discorde totalmente, mas acho que tem gente que abusa desse argumento, às vezes, sem ao menos saber que ele existe.
Conheci uma senhora que adorava ilustrar os seus discursos com um dito popular que, vez por outra, não dizia nada com coisa nenhuma. Certa vez, contando-lhe o caso de um rapaz que estava namorando uma moça que era encrenca pura ela disse: é isso aí, o bom filho a casa torna. Outra vez, uma pessoa próxima lhe narrou um caso de um homem que traiu a mulher, morreu na casa da amante e foi a mulher que teve que buscar o seu corpo. E ela concluiu: Em casa de ferreiro, o espeto é de pau.

Consigo associar a idéia do espeto de pau com um monte de coisas menos com a moral da história.
Na adolescência, tive um colega que para dar uma de intelectual sempre concluía uma história com uma pequena passagem de um livro qualquer que ele tenha lido(sic). No meio de uma discussão acalorada ele dizia: ó, ó, ó... só. Um homem saia todas as manhãs para pescar, um dia ele saiu e encontrou um lobo no caminho, aí ele voltou para a casa sem nada... Sacou? Entendeu onde quero chegar?Sinceramente, não.
Mas os piores são os recitadores de meios ditos populares. Contou uma história e lá vêm eles: Em casa de ferreiro... Aí contamos um problema e ele concorda com mais um: vão se os anéis... (sempre seguido de um arquear de boca para baixo). Mais uma história e o infame: água mole em pedra dura... Mais um caso e pronto.. lá vem ele: De grão em grão...
Aí você desiste de contar as coisas para ele.

Afinal de contas, em casa de enforcado...
(A frase acima não tem nada a ver com a moral da história. Mas tem coerência com o texto... isso tem.)
***

Em tempo: O dito que eu mais detesto é “quem desdenha quer comprar”. Pensa bem, você passa na rua olha um monte de bosta de cachorro, faz cara de nojo (desdenha), logo, você quer comprar aquele monte de bosta... huumm.
Podia ter pego, era grátis.
Tá bom.
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