sábado, 2 de agosto de 2014

Em tempos de guerra e eleição, a primeira vítima é sempre a verdade.

Ô coisa difícil (para a maioria das pessoas) é pensar. Ainda mais em tempos de eleição... 
No geral, há 3 coisas que motivam fortemente o ser humano em aderir um uma campanha de um partido/candidato X ou Y: 1. Interesse pessoal. Você é um profissional que trabalha com o partido ou o candidato, obtém proveitos pessoais em conseqüência disso e é natural que defenda seus interesses; 2. Ingenuidade. Você acredita que fulano vai mudar alguma coisa, que tem boas intenções que quer um mundo melhor além dos vídeos de campanha em que ele mostra jovens balançando bandeiras nas ruas e sorrindo. 3. Parasitismo. Esse caso não trabalha com o candidato e nem quer isso. Ele vive às custas do poder político há décadas não necessariamente com emprego mas com situações de intermediário em processos bem lucrativos para ele. Precisa do político para manter e expandir o seu parasitismo.
O primeiro é um profissional, muitas vezes, de marketing/gestão e nada faz de errado a não ser vender um produto. O segundo é um ingênuo, um inocente útil. Serve a causa de alguém. Aliás, nada é mais útil ao político do que o seu idealismo. E, por fim, o pior de todos que é o parasita. Este se alimenta da carniça do poder público há décadas e vasculha o lixo em busca do que dá para comer como uma ratazana faminta, gorda, mas faminta. São cargos para seus agregados, contratos, vendas, enfim, o que der para se alimentar.
Em tempos de eleição e Facebook, esses personagens dão as caras e lotam as timelimes de suas campanhas com elogios a seus candidatos ou partidos. Desferem ataques ferozes contra os adversários e que não tem nenhuma finalidade a não ser erguer-se como espada em defesa de seus interesses. Dão opinião sobre tudo e mostram como o candidato deles é uma representação do bem, do justo, de tudo que é bom e o adversário é o satanás em pessoa, a encarnação de todo o mal.
Lembro que meu filho, quando era menor, ao ver um personagem em um desenho ou filme, costumava me perguntar:
- Pai, esse cara é do bem ou do mal?
- Os dois, meu filho, os dois... depende da ocasião. Respondia sempre.

Para essas pessoas eu desisti de explicar isso. 

Seria legal progredir para um nível mais maduro do assunto, né, não? O meu pequeno Daniel já superou essa etapa.
  
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