quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Eu adoro as pessoas ruins


Adoro os incompetentes, os canalhas, os mentirosos, os ardilosos, os puxa-sacos e toda espécie de ser humano vil. Longe de serem nocivos, eles funcionam como aquelas doenças que nos tornam mais fortes a tudo.
Trabalhar com um sujeito mau caráter é a certeza de aprender a lidar com seres humanos de toda espécie e esperar tudo deles, mentira, inveja, armação, tramóia e tantas vilezas que só um canalha de verdade é capaz de fazer. É fantástica a maneira como ele o olha e diz que aprende muito com você, que você signfica muito para ele, mas, no fundo, ele o despreza com todo o ódio que se pode ter.
O ardiloso lhe deixa em estado de alerta constante, uma necessidade para a sobrevivência. Ele o ensina que confiança é coisa que nem nos seus dentes você deve ter, pois amigos mesmo assim, de tempos em tempos eles mordem você.
Enfim, essas figuras lúgubres e desprezadas pela história passam por nossas vidas para nos ensinar que o mundo não é feito de clone de Madre Teresa de Calcutá. Muito pelo contrário. Ele nos lembra que somos filhos da mais vil inveja e que só se obtém sucesso por vias torpes. Afinal, quem não rouba ou não herda, não sai da merda.. Ri-se e bafora um charuto imaginário. 
O mais torpe de caráter dos seres humanos sobrevive de pequenas tramóias, sutis mentiras e intrigas cotidianas até o fim de seus dias. E passa por nossa vida nos dando lições de sobrevivência... Ensinando que tudo podemos, basta ter uma fé que redima todos nossos pecados aos domingos.
Sim. Eles passam e nos dão parâmetro para o que nunca devemos nos tornar, essa é a maior de todas as lições, o que jamais devemos nos tornar.
Obrigado a todos os seres desprovidos de ética, moral e consciência que cruzaram meu caminho. Obrigado por me tornarem melhor, mas não menos vigilante.

4 comentários:

Luisa L. disse...

Olá Marcelo!

Estou completamente de acordo contigo. E digo mais, adoro esses seres! :)

Excelente a tua crónica.

Abraços!

Karine disse...

Oi, Marcelo!
Super de acordo com a tua história.
Esses seres só nos despertam a vigilância. Nada mais!

Um abraço!

Gê! disse...

Olá Marcelo!

Tirando simplesmente o "adoro", a matéria é bem bacana. Acredito que de todas as pessoas devemos aprender algo, a questão é: não deixar que se aproveitem de mim e, também não quero me aproveitar delas. Pois eu ouço tudo, mas só escuto o que quero.

Até mais.

Lau disse...

Marcelo,

Percebi teu texto, num comentário da minha estimada Luisa.
Grande destilado este teu nas relações!
Estamos imersos numa máquina em que estes costumes dão ares de engrenagens!
Fazer valer a ética, é arte de pequenos remendos, em seu estágio atual.
Penso que já foi pior!
A censura expressa ou velada, que estes larápios também da dignidade democrática impõe, é a peça que temos que substituir.
A internet continua ainda num campo fértil, levando aos parceiros da boa caminhada, as falcatruas. Neste espaço, eles também querem censura....
Olha o Azeredo aí gente!

Excelente Marcelo!
Curta o Domingo, em alegrias.