quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Quanto vale um cavalo de $ 3 milhões e um vibrador de ouro.

Outro dia eu estava assistindo a um programa chamado “Como gastar um bilhão de dólares” (How to blow a billion) na TV por assinatura e o apresentador mostrava as dicas de como “torrar” um bilhão de dólares. Em determinado momento, mostrou um lugar na Arábia Saudita em que comprar um cavalo por 3 milhões de dólares (aproximadamente, uns 7 milhões de reais) é básico, normal.
Não quero ser moralista, mas fico pensando no que leva uma pessoa a gastar 3 milhões de dólares com um cavalo. Investimento? Não. Eu conheço uma lista de 100 investimentos muito melhores do que esses cavalos. E convenhamos quantos desequilibrados você conhece que estão dispostos a pagar isso por um cavalo? Não, os Xeques árabes não investem em cavalos, eles compram cavalos por hobby, explicou o apresentador.
Acho isso de uma ironia cruel. A região do oriente médio é uma das detentoras de maior índice de desigualdade no planeta, reduto de conflito e ódio (de certa forma, agora vou entendendo...)
 
 
Onde o cara vai enfiar um cavalo de 3 milhões....??
(com relação ao vibrador de ouro, a pergunta anterior é meramente retórica)

Em tempo: Sei não, mas o vibrador parece um telefone sem fio... Sei não, mas isso vai dar confusão. 

15 comentários:

opatifundio disse...

Não precisa nem ir muito longe. Basta ver os mendigos pedindo dinheiro à frente das concessionárias da Mercedes Benz, aqui em Sp, que concluo que esse tipo de comportamento estúpido é universal e independe de ideologia, localização geográfica e/ou religião.

São contradições que me deixam cada vez mais desesperançoso sobre os rumos de uma sociedade baseada em seres humanos que, para mim, já deveriam ter sido exterminados da natureza. E como o Nietzsche disse. "O ser humano é a doença de pele da Terra".

All3X disse...

Muito interesante esse tipo de negócio, ainda não tinha pensado nisso. Agora, da próxima vez que eu for gastar meus três milhões de dólares, já sei o que fazer...
Não, fico aqui pensando, quantos telespectadores desse programa possuem um bilhão para torrar?
Ou ele foi feito mesmo para quem não tem nada, e morrer de inveja de quem tem?
Mas retrucando o primeiro comentário aqui em cima, o ser humano não é essa doença assim não. É apenas uma questão de conduta individual.
Não gosto de Nietzsche e seu niilismo... E você Marcelo?
Até mais
All3X

Marcio Sarge disse...

Como vai Marcelo? Quanto tempo... problemas mas agora beleza.

Intressante eu ter lido esse post hoje, pq estava reclamando um tanto desanimado da desigualdade desse país baseado no castelo de um de nossos politicos que está em voga atualmente.
Me deixa triste e sem esperança quando vejo uns ganhando e gastando milhões enquanto outros nem comer podem.
Que há de concordar com isso? O Ultimo cristão morreu na cruz mesmo

Laila disse...

De quê adiante ter um bilhão de dólares se nem sabe como gastar?
E mais: não creio que quem tenha um bilhão precise investir em mais alguma coisa. Para quê?

Marcelo disse...

Allex,
Niilista não, mas sofro de uma misantropia aguda desde que me entendo por gente.
rs
Abraços

disse...

E o vibrador ainda serve como 'bibelô' em sua estante da sala!!!
KKKKKKKKK

Amanda Guerra disse...

Pois eu queria mesmo era assistir um programa que ensinasse a ganhar um bilhão de dólares. Gastar é mole.

E sem demagogia barata, se eu tenho um bilhão, eu ia comprar privadas de ouro. Mesmo com as crianças da Rocinha pedindo dinheiro no sinal... é duro, mas é fato. Acho que ninguém pode garantir que seria politicamente correto bilionário...

Mas só acho... rsrsr

Abraço!

Wander Veroni disse...

Oi, Marcelo!

Sou avesso a esse tipo de futilidade. Pessoas que são realmente ricas (tanto na forma financeira, quanto na espiritual) não ficam esbanjando dinheiro assim e esfregando na cara da população. Isso é coisa de novo rico ou de gente que não tem escrúpulo. Tudo bem, cada um faz o que quiser com seu dinheiro. Mas, comprar coisas fúteis, é triste. Porque não pegar esse dinheiro e investir em algo de bom para a sociedade?

Abraço

... disse...

Eu também sofro desse excesso de consciência. Não vou mentir e dizer que não queria ter mais dinheiro para torrar com alguns luxos, mas eu também acho que existe um limite entre luxo e desperdício. Por isso fico tão puto com os salários astronômicos dos jogadores de futebol. Mas esse é outro assunto que dá muito pano pra manga.

Caio Rudá disse...

Aliás, que programinha inútil, não? Tão estúpido quanto a humanidade.

Por mais que seja clichê, insisto em perguntar por que diabos alguém avalia um cavalo em 3 milhões de dólares com tanta gente no mundo precisando de apenas 300 pra fazer uma feira do mês razoável?

Dani Antunes disse...

huahauhauhauha... Simplesmente amo teu blog... E me divirto horrores aqui sempre que apareço ou te leio pelo Reader.

Apareci pra fazer o elogio e pra dizer:

"Em tempo: Sei não, mas o vibrador parece um telefone sem fio... Sei não, mas isso vai dar confusão. "

Se eu fosse uma pessoa com maldade no coração, acharia que vc estaria sugerindo que o tal telefone vibrante fosse colocado no fiofó do cavalo.

Mas, SÓ se eu fosse maldosa, ok? ahuahuahuaha

Brincadeira...

Bom fds!!

Euzer Lopes disse...

Meu querido, nós que contamos centavos e dias no calendário para receber míseras frações desses milhões de dólares, temos que isso é um absurdo.
Agora, para eles, é normal. Como para nós é normal, sei lá, enfrentar fila num banco pra pagar uma conta, para eles é um absurdo.
Por isso, talvez, como você citou, essas intolerâncias.
Quer saber? Eu não tenho onde colocar um cavalo de 3 milhões de dólares.
E nem onde colocar um cavalo que não vale nem os dentes.
Menos mal, já economizei 3 milhões de dólares.

Marcelo disse...

Eu acho que o raciocínio é por aí mesmo, Euzer.
Concordo com você.
Abraços

Marcelo

All3X disse...

Está certo Marcelo, posso entender..
Isso me faz lembrar uma frase de minha professora ao dizer que 'não devemos não acreditar em ninguém, mas só não devemos confiar em todo mundo...'
Até
All3X

Homenzinho de Barba Mal feita disse...

Eu li uma entrevista do Bill Gates na revista Época Negócios, em que ele falava sobre o capitalismo criativo. Hojo o tio Bill, vive dando palestra, onde incentiva empresários a investir em países pobres.
Não é possível, que esses xeques, não consigam investir em nada, além de cavalos.