segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Etiqueta do Facebook... sempre bom lembrar.

O Facebook é como se fosse uma conversa pública. É como se houvesse duas ou mais pessoas conversando em um espaço público e você ali do lado, como em um ônibus em que você segue viagem escutando a conversa dos outros mesmo que não queira. Quando presta atenção, você curte algumas coisas, comenta (mentalmente) o assunto e, muitas vezes, quando chega em casa compartilha o que ouviu com um amigo ou parente.
Já pensou se você levantasse no meio do ônibus, se dirigisse aos passageiros que conversam e falasse um textão do quanto discorda do que ele está dizendo. Ele perguntaria rudemente quem o chamou na conversa, enfim, quem pediu sua opinião? E você pensaria: sujeito grosso. Sim. E você é uma pessoa sem noção de se meter em uma conversa para a qual não foi chamado.
Mas, no Facebook, não é assim. Quando alguém posta alguma coisa que lhe agrada, existe o botão de curtir ou um espaço para um comentário curto ou outra breve observação. Quando a pessoa o marca, é quase uma obrigação reagir, pois é uma mensagem ou pergunta direcionada e fica chato deixar o colega "no vácuo". Deixar sem resposta é que é grosseiro nesses casos. Entretanto, se o que foi postado não lhe agrada e não foi direcionado a você (não o marcaram na postagem) e você entra na conversa é de uma indelicadeza ímpar. É como responder uma pergunta que não lhe foi feita. Mereceria, nesse caso, uma resposta do tipo "amigo, desculpe, mas eu não pedi a sua opinião na minha postagem".. Nossa!! Que grosseria!  Mas essa é a mais pura verdade.
Como toda rede de contatos humanos o Facebook também pede regras de boa convivência. Eu sempre que vejo uma postagem da qual discordo completamente penso 3 coisas: 1. qual é o meu grau de intimidade com a pessoa para que eu possa fazer algum comentário que não pareça uma crítica pessoal? Ou seja, ela me dá intimidade e abertura suficiente para que pondere algo ali no espaço dela? 2. É mesmo relevante que eu comente ou isso só servirá para eu me sentir o cara mais correto do mundo, enfim, serve a todos ou só ao meu ego (só para mostrar o quanto sou "fera nas ideias")? 3. O que isso (meu comentário) vai mudar o contexto geral das coisas (a pessoa têm propensão a pensar no que foi dito)?

Isso é um filtro excelente para se usar e eu o uso sempre.
Sei que existem grupos ideológicos atualmente que assumiram para si (obviamente só detrás de seus teclados) a tarefa messiânica de mudar o mundo para um modelo mais perfeito (sic)... São os guardiões celestiais que tombados sobre a terra travam sua luta do bem (a sua ideologia) contra o mal (todos que pensam diferente) enfim, são uma legião de messias que trazem a boa nova nas suas ideias. Tipo uma nova religião só que mais invasiva do que tudo que se viu até hoje.
A esses, guardar o silêncio é visto como um ato de se omitir à missão que os traz à terra, não se contém e emitem opiniões onde sequer foram convidados...

A esses grupos sempre há o zelo com as 3 perguntas feitas aqui.... e ainda que não funcionem, a ciência está tão avançada... esquizofrenia ideológica nunca é um diagnóstico definitivo. A cura é sempre uma perspectiva real... Chama-se maturidade.


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