sábado, 30 de janeiro de 2016

Vivendo e desaprendendo... emburreci mesmo

Às vezes, penso que emburreci ou talvez sempre tenha sido sempre muito burro e não me dado conta de tal fato. A maturidade me faz apostar cada vez mais na segunda hipótese.
Vi o governo divulgar outro dia na TV que liberaria um incentivo para o crescimento da economia de 96 bilhões de reais em 2016. E várias pessoas (do governo, é óbvio) diziam sobre o quanto isso era bom, pois os recursos não viriam dos cofres necessariamente do erário, mas do FGTS, quer dizer, do meu cofre quando fui funcionário da iniciativa privada e todos que ainda o são.
Pois bem. Há coisa de um mês, assistindo a uma discussão de economistas (tanto aliados das ideias do governo quanto contrários) na TV, dados mostravam que o mesmo governo havia cortado 120 bilhões em incentivos para economia nos últimos 12 meses... Isso era um consenso entre eles, independente de suas visões políticas. Suponho que sabiam o que estava falando e que tinham base para suas afirmativas.

Cortar 120 e dar 96 não é a mesma coisa que cortar 24? Na verdade, 24 bilhões.... isso é algo mais ou menos assim: R$ 24.000.000.000...

Bom, primeiro, eu corto os seus pés para depois lhe doar uma prótese que lhe permita ao menos pular de um pé só como um saci e você deve ficar muito grato. Afinal, se por um lado, você me fez um mal, por outro, encarregou de fazer um bem imediato.

Na verdade, um bem do qual eu nunca precisaria se você não tivesse me cortado os pés. Isso é uma versão moderna da síndrome de Estocolmo... dá um Google para saber mais sobre isso.

- Aí, um engajado colega me diz: Não. Você tem que ver que ...
Interrompo-o.
- Não. Obrigado. Não tenho que ver...  Não perca seu tempo com esse velho que já pouco entende da lógica de um mundo cada vez menos dele. Deixo aos mais jovens a busca desse entendimento.

***

O problema é definitivamente comigo mesmo. Eu assumo. Emburreci. Ou talvez sempre o tenha sido mesmo. Que bom que emburreci.
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