quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Da geração Coca-cola só ficou um arroto...

Hoje, as passagens no Rio subiram de 2,75 para 3,00 reais e esse aumento de uns 9% me fez lembrar aquela histeria coletiva em junho do ano passado. Manter a lucidez em meio a uma legião de bonecos de fantoches de redes sociais gritando “não é pelos 0,20” foi esforço quase insano. Vi gente boa e que eu, até então, considerava inteligente gritando no facebook “o gigante acordou!” E eu pensava “caramba, que gigante?”. Por fim, lembrei de um colega de rede social que eu considerava um idiota, mas não um idiota  perfeito (afinal, ninguém é perfeito) que postou que estava detonando os reacionários do seus grupos de amigos. Por reacionários, entendam, todos que discordavam da histeria coletiva vigente.

Eu pensei que era hora de excluir os imbecis da minha lista de “amigos”... inaugurei com ele.
Voltamos aos centavos. A histeria passou e a geração, essa sim, Coca-Cola (pois sua indignação resumiu-se a um arroto) voltou a sua vidinha. As pessoas não perceberam que manifestar-se sem saber o que se quer exatamente (nem como se obter) é o mesmo que nada. Só faz barulho, não produz resultados. Vi toda aquela loucura em silêncio (até porque ninguém podia falar nada contra. Pensar foi vetado durante aqueles meses) e tudo só reafirmou o que eu já sabia: se existe uma maneira de se mudar alguma coisa, com certeza, não é aquela e nem daquela forma.

De resquício, só mesmo os black blocks, uma espécie de geração lacto purga...
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