quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ode ao puxa-saco

Trabalhador incansável
Com o saco do patrão
Sempre com a mão ocupada
Se ele espirra, traz um lenço
Usando a outra mão
E de uma só sacada
Seca o ranho nessa ação.

Em Natal, festividades,
Sempre tem um presentinho
E pra manter sua sina
Baba os ovos direitinho.

Pergunta sobre a família
Pede notícias da sogra
Manda lembranças para filha
Bons augúrios lhe joga

Concorda sempre com o chefe
Discordar nem pensar
Aceita tudo que é dito
Morre de medo de suspeitar
Que o chefe tão amado
Pode vir a sonhar
Que ele, capacho querido
Resolveu raciocinar

Mas sempre mal entendido
Pelo resto dos colegas
Que o julgam só manter o emprego
Porque empenhou suas pregas

Mas no fundo poucos conhecem
O peso de sua labuta.
És tu, ó puxa-saco de merda...
Um tremendo injustiçado.

P.S.: Pensou que eu iria dizer "filho da puta" hein?
Não disse, mas serve. Fique à vontade para rimar.
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