terça-feira, 10 de março de 2009

Papo de BBB... Nada com nada.

Não dá para fugir desse assunto em algum momento. Outro dia eu presenciei uma conversar entre os heróis do Bial, dos Brothers e confesso que depois de quase vinte anos de estudos, ensino e pesquisa na área de linguagem, eu jamais havia conteúdo de tamanha profundidade. Priscila (futura "Brasileirinhas") e uma outra chamada Fran, discutiam a atitude de uma sister, heroína do Bial (Bial anda mal de heroína... Bial anda viciado em heróina. Que droga!).

- Ah.. aí ela falou , pó sei lá.
- É nada a ver...
- O cara ta lá, assim, meio de páaa (sic)...
- É. Putz, mó (sic) falsa... caraca
- Ai eu falei pá, nada a ver.. sei lá fica falando assim.
- Pó. Só é, mó (sic) dissimulada (nota: gastou vocabulário aqui. Vai fazer falta um dia).
- É sei lá nada a ver, fazendo joguinho...
- Caraca. Só é.. sei lá.. nada a ver
- Eu sou assim... se eu gosto eu gosto mesmo, se eu não gosto, não gosto..
- Putz. Também... só. Nada a ver.
(e a conversa prosseguiu assim por uns 3 minutos mais ou menos)

Depois disso tudo, eu penso:
"Caraca, sei lá, nada a ver.... e digo mais, sei lá nada a ver, mil coisas..."
Tenho dito.

18 comentários:

Homenzinho de Barba Mal feita disse...

Eu nem perco meu tempo dando uma espiadinha. A cada edição que passa, o povo da casa fica mais burro.

All3X disse...

Rsrs..
Marcelo, essa história rende muito assunto, tipo assim, mó tudo a ver...
Mas que esse pessoal debate temas relacionados ao nada, isso ´q uase que natural. O pior é ver isso por perto, aqui mesmo na Uiniversidade.
É a representação de uma boa parcela de todos nós (brasileiros).
Prontofalei.
RS
Valeu, e até a próxima
All3X

Laila disse...

Po, achei mó profundo aí.
Tipo, a gente vê essas coisas até se sente melhor. É meio nada a ver, mas tipo, mil coisas.



Ahn... altamente relevante.

opatifundio disse...

Esse diálogo me fez lembrar do que o Saramago costuma dizer. Para ele, com esse negócios de sintetizar e abreviar tudo, estaríamos regredindo à linguagem dos homens da caverna, que se comunicavam por grunhidos.

Não sou tão radical como ele, mas certas simplificações acabam virando códigos fechados entre duas pessoas. Talvez seja este um caso.

um abraço e mande novidades pro Patifúndio quando puder.

Mikasmi disse...

rssss
Estive no Brasil no mês de Fevereiro passado e tive a maior curiosidade de ver o BBB, realmente é de meter dó.
E Portugal ainda houve alguns BB mas depois deixou de ter audiência e felizmente acabou. E linguagem era igual, é uma linguagem universal, a dos grunhidos trogloditas.
Abraços

EAD disse...

Não fazemos parte dessa tribo.

Henrique Hemidio disse...

Pior que eu presencio conversas assim no cotidiano direto.

Marcus "OROCHI" disse...

"(...)Priscila (futura "Brasileirinhas")(...)"

FATO! xD

disse...

Po... sei lá, né
o que falar?
sei lá
nada ve...

Ontem estava lembrando do Bial na queda do muro de Berlim.
... Que queda, hein...

Blog do Sarge disse...

Numa boa Marcelo, vc é que é meu heroi...

Conseguiu ver essa derta da Tv brasileira por mais de 1 minuto.

... disse...

Ih, filho! Se eu já desisti de procurar discursos bem construídos em ambientes bem mais cultos, imagine no BBB. O que salva são as poesias de eliminação do Bial (ironia mode on).

Lomyne disse...

Sabe o que o Big Brother me lembra? Há uns anos atrás tinha uma popaganda contra as drogas em que um bando de jovens ´fumando maconha ficavam dizendo "sóóóóó"... E depois nêgo fala mal das drogas, mas tem gente que já nasce naturalmente chapado (ou alucinado, as you wish).

Euzer Lopes disse...

Sinceramente? Big Brother é algo que não me agrada, não me instiga, não me provoca desejos de ver.
Justamente por exemplos "profundos" como esse que você passou.
Acho que um filme trash de uma locadora com aspecto de espelunca vai ter algo mais aproveitável do que o BBB.
Sinto falta de suas visitas. Apareça de vez em quando.

Flávia Damato disse...

Comunicativo, pelo visto, é um cachorro latindo para o outro; dá para se tirar mais proveito.

E ainda dizem que é melhor ouvir besteiras do que ser surdo... Deixa o surdo "ouvir" isso... rs

P.S.: E aquilo a que você deu o nome de conversa prosseguiu por + 3 minutos? Imagino!... rs Cuidado, Marcelo! Vai que isso vicia!... rs

Bjs!!!

Anna Paula disse...

"se eu gosto eu gosto mesmo, se eu não gosto, não gosto.."

Isso me lembra algo.... hummmmmm... deixe-me lembrar... AHH! TAUTONISMO? RSRSRSRS

FRX disse...

o BBB não acrescenta nada na vida de quem assiste só na dos participantes creio eu que são escolhidos a dedo.

estou te seguindo no twitter e aqui tbm.
veja meu blog e se topa parceria

Wander Veroni disse...

Ah, o BBB. O programa que não tem meio termo. Ou se gosta ou odeia. Mas essa linguagem não é só do BBB. Ela se faz presente nos jovens, de um modo geral. Até mesmo aqui na blogosfera já não deparamos com códigos quase que indecifráveis? O BBB é um reflexo da sociedade e, portanto, parte da sua linguagem. Pô, caraca...nada a ver...móóó legal!


Abraço

Edilza disse...

Pô, pió que é rsrsrs.