sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Plebiscitos e opiniões irrisórias

Ninguém nunca me chama para eu opinar coisas que são diretamente do meu interesse. Chamaram-me para dizer se eu preferia ter um rei ou um presidente, chamaram-me para dizer se eu queria ter o direito de comprar ou não uma arma. Enfim, chamaram-me para decidir coisas que comparo a pintar uma maçaneta em uma casa em ruínas. Sabe aquela casa que está caindo aos pedaços e te chamam para escolher a cor da maçaneta? Pois é. É isso.
Aprovaram um imposto e não me perguntaram se eu concordava, aumentaram uma alíquota e não me consultaram, gastaram meu dinheiro contratando auxiliares de deputados e senadores e, nem ao menos, perguntaram se estava tudo bem para mim.
Vivemos decidindo coisas absolutamente irrisórias. Quero decidir coisas legais, ou pelo menos, coisas irrisórias do meu interesse. Por exemplo, o Dunga deve ou não chamar o Rogério Ceni, Juvenal Antena deve morrer ou não, a abertura e encerramento da copa de 2014 deve ser no Maracanã ou não, ou quem sabe, Tropa de Elite deve virar série de TV ou não.
Movimento Pró-decisões irrisórias, eu quero. Nosso slogan será, se é para ser irrisório, que seja até o talo.

Em tempo:
Tem um bispo no nordeste que está fazendo greve de fome por causa da transposição do S. Francisco. Se der certo com ele, embarco na do cara e pressiono o Lula. Quero Tropa de Elite todas as sextas, depois de GLOBO REPÓRTER.... e gravado em película.
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